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Come and Hug Me – K-Drama

Antes de começar um drama eu sempre vejo posters, teasers, já meio que sinto o clima e espero algo dele, pode ser que eu crie muita expectativa ou nenhuma. Pode ser que eu me apaixone pelo casal só de ver os posters, pode ser que eu já fique aflita… E sobre Come And Hug Me eu não fazia ideia do que esperar, a única coisa que sentia é que seria TENSO.
Agora, com o drama finalizado posso dizer que foi uma das mais gratas surpresas deste ano, pois eu sabia que ia sofrer mas não sabia que teria uma história tão genial e bem escrita assim. Come And Hug Me nos prende numa intensidade espetacular e são muitas as emoções do começo ao fim. Lindo, lindo, lindo! 💘

Come and Hug Me
(Come Here and Give Me A Hug)
이리와 안아줘
Episódios: 32 | Emissora: MBC | Ano: 2018

Sinopse: Quando Do Jin e Jae Yi eram estudantes do colegial, eles foram o primeiro amor um do outro. Mas o pai de Do Jin era um psicopata e ele matou os pais de Jae Yi. Desde então, Do Jin e Jae Yi foram separados. Agora, Do Jin trabalha como policial. Ele trata as famílias das vítimas com carinho. É a sua forma de se redimir pelos atos horríveis de seu pai. Enquanto isso, Jae Yi trabalha como atriz. Ela seguiu os passos de sua falecida mãe que era uma atriz famosa. Desde a morte de seus pais, Jae Yi sofre de estresse pós-traumático. Um dia, Do Jin e Jae Yi se encontram novamente.


Ao contrário do que muita gente pensa, Come Here And Hug Me não é só uma linda história de amor, afinal, se formos mesmo somar os momentos felizes desse drama, não é nem um terço dele. Mas vale a pena assistir cada segundo porque as emoções são fortíssimas e as atuações impecáveis. O enredo aborda a complexidade dos relacionamentos de pessoas envolvidas numa tragédia. Com um roteiro tão bem escrito que por mais intenso que seja, tudo parecia muito natural, a forma como os fatos acontecem e como os personagens lidam com as situações. Tudo muito envolvente.
Yoon Na Moo (versão jovem Nam Da Reum) é um adolescente que teve uma vida difícil desde pequeno. Seu pai sempre foi um tanto “estranho” e ele sabia disso, mas não podia fazer muita coisa na sua família frágil e qualquer atitude errada poderia colocar em risco a vida das pessoas que ele amava. Quando ele conhece Nak Won (Ryoo Han Bi), uma jovem que acaba de se mudar pra sua cidade, eles se apaixonam e vivem o romance inocente e puro do primeiro amor. Mas ao saber da existência de uma “nova fraqueza” para Na Moo, seu pai Yoon Hee Jae resolve acabar com ela, assassinando cruelmente os pais de Nak Won.

Essa “fase” do drama dura poucos episódios, mas foi o suficiente para gerar em mim diversas emoções. Eu morri de amores pelos atores jovens e morri de raiva do Yoon Hee Jae. É nessa fase que vemos o quanto esse psicopata é terrível.
Na Moo e Nak Won envolvidos nessa triste tragédia, acabam se separando, mas todos aqueles sentimentos de angústia, medo, culpa e amor nunca se foram, e são revividos quando eles se encontram adultos.

Na Moo agora é Chae Do Jin (Chang Ki Yong), um policial novato mas muito dedicado e atencioso com as pessoas que precisam de ajuda. Preciso dizer que esse personagem é simplesmente apaixonante. Não por ser bonito, não por ser bonzinho, mas por ser uma pessoa cheia de sensibilidade e empatia, uma pessoa que sofreu demais e que luta diariamente para ser alguém diferente do pai, mesmo que tudo nele e a sua volta o façam lembrar da figura de Yoon Hee Jae. E ele expressava em cada olhar, toda aquela culpa, por ser filho do assassino que acabou com a família de seu primeiro amor, a culpa por ser filho de alguém tão cruel e não poder ser capaz de reverter isso. O olhar de medo de que poderia acontecer de novo. E o medo de que ele fosse igual, o medo de ser psicopata como seu pai. Tudo nele era muito complexo, Chae Do Jin não sorria mais, não fazia nada em prol do seu bem próprio, mas era tudo pensando nos outros. E aquele mesmo olhar transmitia muita tristeza. Eu só queria colocar Chae Do Jin num potinho e proteger de todo mal, cuidar com muito carinho daquele que sempre foi Na Moo, que em coreano significa árvore e até o nome dele faz total sentido na história. Um amor.
Que ator excelente é Chang Ki Yong, que conseguiu transmitir pra nós, todos esses sentimentos profundos.

Nak Won agora é Han Jae Yi (Jin Ki Joo) uma atriz em ascensão, tão talentosa e linda quanto sua mãe. Han Jae Yi parece viver bem e feliz, mas a verdade é que ela está sempre assustada e cheia de traumas do passado. Jae Yi é uma fofinha, que mesmo sendo famosa nunca destratou ninguém e faz de tudo para viver tranquila com seu irmão sem lembrar da tragédia em sua família. Assim como Na Moo, queria cuidar e protegê-la de tudo e de todos, afinal ela também era um poço de sentimentos confusos. A dor e a saudade misturados com o pânico e a tristeza e as tentativas de ser feliz quase sempre frustradas. Dava uma dor no coração só de ver o quanto aqueles dois jovens alegres se tornaram adultos cheios de dor e culpa.
Não achei que a atriz Jin Ki Joo conseguiu nos mostrar os sentimentos da personagem na mesma intensidade de Chang Ki Yong, mas ela foi ótima sim. Vi alguns comentários negativos sobre ela e fiquei até triste, porque eu adorei a forma dela interpretar a Jae Yi, além do fato de que adorei vê-la como protagonista. Talvez essa impressão sobre a atriz seja devido ao desenvolvimento da personagem. Na minha opinião, o Na Moo teve muito mais momentos onde pôde se expressar.

Agora vamos falar um pouco de Yoon Hee Jae (Heo Jun Ho), que agora é um presidiário mas acaba de lançar um livro contando sua experiência sendo serial killer. O que me deixou muito indignada, porque em primeiro lugar, como você liberou um livro desse para ser vendido Coreia?! Em segundo lugar, como as pessoas compram esse livro?! Sinceramente fiquei revoltadíssima, assim como as famílias das vítimas, que estavam certíssimas em protestar e odiar ainda mais aquele psicopata. Mas, tudo bem, sem isso não teria a história do drama, né? Vamos prosseguir.
Yoon Hee Jae é daqueles vilões que dá medo, real. Eu não sei se você que tá lendo já viu o drama, mas eu não sei qual sentimento era maior por ele: a raiva ou o pânico. Que personagem sinistro, cruel, violento, maluco… Nojo só de lembrar daquela cara de cínico, nojo da cara de felicidade depois de matar alguém…. O ator é ótimo, não tenho como negar, mas que fiquei bem aflita com ele, fiquei. Mas outra coisa que não posso negar é que o desenvolvimento dele é muito bom e dá pra conhecer muito o personagem ao longo dos episódios até mesmo entender algumas atitudes, embora não sejam justificáveis de forma alguma. Ele foi um péssimo pai, um péssimo marido, um péssimo ser humano. E quando a gente acha que finalmente ele vai parar, o cara ainda consegue uns seguidores malucos que acham que tudo que ele fez foi muito legal e digno de aplausos. Olha sinceramente, q u e r a i v a!

Ainda sobre essa família, vamos falar agora de Yoon Hyun Moo (versão adulta Kim Kyung Nam, versão jovem Kim Sang Woo) que possui um caráter muito duvidoso. Ele é muitas vezes violento, mas no fundo sabemos que está longe de ser um psicopata como o pai. Fiquei muito emocionada com ele, apesar de passar nervoso boa parte do tempo, o problema dele era falta de amor e atenção, se deixou levar por ciúmes e acabou errando muito em sua vida, mas mesmo assim alguém a quem eu não conseguia odiar e torci por ele até os episódios finais.

Chae Ok Hee (Seo Jung Yeon) foi esposa de Yoon Hee Jae, mãe biológica da Chae So Jin (versão jovem Choi Ri, versão criança Lee Ye Won) e mãe adotiva de Chae Do Jin e Yoon Hyun Moo, e posso dizer com todo meu coração que ela é uma das melhores mães que já vi em dramas. Na verdade toda a trajetória da personagem coopera para acreditarmos que ela poderia abandonar os filhos a fim de se proteger mas a verdade é que Ok Hee é uma pessoa com um coração do tamanho do mundo. E a cada episódio, mais encantada eu ficava pela sua alma generosa. Seu amor de mãe era tão grande que ela não ligava de passar poucas e boas pelo bem dos filhos. Filhos por quem ela não tinha relação de sangue, mas os amava ainda mais. Era tão lindo ver a forma como ela tratava e protegia Chae Do Jin. Sério, que mãezona! Que mulher!

Gil Moo Won (versão adulta Yoon Jong Hoon, versão jovem Jung Yoo An) é irmão da Nak Won, mas por mais ele que parece ser gentil no começo, ele era muito estranho. Não consegui simpatizar com o personagem, ele forçava demais a barra o tempo todo. Pra mim o interesse dele na Nak Won foi muito além de preocupação de irmão, parecia que ele tinha alguma paixonite secreta por ela. (spoilerzinho básico pra eu não soar tão estranha na minha afirmação sobre ele: eles não eram irmãos de sangue). Moo Won crescido conseguiu ser ainda mais chato, tadinha da Nak Won. Bom, pelo menos com ela ele sempre foi gentil.

Há ainda outros personagens, que eu não faço muita questão de mencionar como por exemplo as repórteres Park Hee Young (Kim Seo Hyung) e Han Ji Ho (Yoon Ji Hye), que eu não suportava mais. Contudo há ainda outros que são anjos nesse drama, mesmo aparecendo pouco como Go Yi Seok (Jung In Gi) que foi como um pai novo para Chae Do Jin. E o policial Kim Jong Hyun (Kwon Hyuk Soo) a policial fofinha Lee Yeon Ji (Lee Da In), amigos leais.
A verdade é que não há personagens desnecessários nesse drama. Mesmo que a gente odeie alguns, todos foram importantes pro andamento da história e raramente eu digo isso num drama, sempre acho que alguns são chatos e não fariam falta, mas aqui todos ótimos e cheios de sentimentos. A carga emocional do drama foi tão grande que eu quero parabenizar TODO o elenco! Olha, todos incríveis nesse melodrama que roubou meu coração.

Culpa, amor e redenção

Esses são os três sentimentos que mais envolvem os personagens principais do drama. Já até comentei sobre isso ao falar deles, mas precisava falar do romance e como falar disso sem mencionar tudo que eles viveram? Não é fácil. Não foi fácil. Nak Won e Na Moo se amavam demais, mas como dois adolescentes nem eles mesmos sabiam que podiam amar tanto e se preocupar tanto com alguém. Imagina a carga de culpa que eles carregaram depois de todos os acontecimentos. Imagina como ficou Na Moo pensando que ele era filho do psicopata que matou a família da sua amada. Ela poderia e ela tinha todo o direito de odiá-lo. Mas ao se reencontrarem, eles sentiram muito mais do que ódio, eles se culpavam pelo que aconteceu, mas eles também sentiam amor, carinho, cuidado, medo… E foi tão lindo ver o desenrolar do relacionamento deles, que mesmo diante de tudo isso, ainda deram uma chance pra se amarem mesmo que todos achassem o amor entre “o filho do assassino e a filha da vítima” uma loucura sem tamanho.

E a cada cena deles juntos eu ficava mais envolvida e cativada pelo processo que fez meu Na Moo bolinho sorrir pela primeira vez depois de longos anos, cativada pela Nak Won sorrindo com sinceridade, pelo brilho no olhar deles que agora reluzia novamente.
Apesar das tentativas frustradas de se manterem separados, eles passaram por muito e encontraram um no outro uma força para continuar caminhando. E sabe o que é mais lindo ainda do que o romance? A libertação de seus sentimentos, o perdão para si mesmos. Eu achei isso tão maravilhoso, que não segurei as lágrimas. O desfecho foi a coisa mais linda! Aquelas cenas finais… que eu não vou contar aqui, mas que foram sensacionais mexeram com meu emocional, meu coração ficou em pedacinhos mas tão agradecido. 💔💖 Eu só queria dar um abraço no Na Moo e na Nak Won. Ah, um abraço no roteirista também.

“Eles são lembrados como filho do assassino e filha da vítima, mas eles não eram inimigos. Eles eram a salvação um do outro.”

Onde assistir?

Tem Come And Hug Me legendado no Kingdom Fansub, Star Drama Fansub e Viki.
E fico por aqui. Volto logo com mais posts hein!
Me conta o que acharam desse drama também!
Beijos, Mari!

1 comentário em “Come and Hug Me – K-Drama

  1. Chang Ki Yong é muito lindo! Não conhecia o ator e fiquei apaixonada.
    A parte incial do drama é tão boa. Queria que fosse mais longa e explicasse porque o psicopata mata os pais da protagonista… como entrou na casa… o que levou ele até lá e etc.
    Achei o meio da histório meio chatinho…assistia no fast hahaha, mas da metade pro fim melhora muito.
    O desenvolvimento dos personagens é incrível! Nak Won é tão gente boa, desde o início ela nunca culpou a família do psicopata. Adorei como desenvolveram o Yoon Hyun Moo… Torci muito por ele. A cena que ele sonha coma família é tao fofa… e aquela mãe e irmã são lindas ♡.
    A série foca muito em como relações familiares mesmo que não tenham ligação de sangue podem ser forte e gostei muito disso. Mas também achei que o irmão da protagonista tinha uma paixonite nela e achei um personagem meio duvidoso…
    Não esperava esse final… e chorei muito.

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