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Life On Mars – K-Drama

Estou de volta com o post de mais um dramão que me fez surtar e apaixonar por cada detalhe dele.

Life On Mars é o que eu chamo de obra de arte. Aquele drama perfeito e inteligente que mexe com nossas emoções, nos faz criar teorias e nos deixa mais confusos a cada episódio. Pra deixar tudo melhor ainda, o protagonista acorda nos 80 e a história se passa nessa época.

Life On Mars
라이프 온 마스
Episódios: 16 | Emissora: OCN | Ano: 2018

Sinopse: Han Tae Joo é um jovem detetive que enquanto investigava um caso de homicídio, ele sofre um grave acidente e acorda em 1988. Apesar de não entender como isso aconteceu, ele é designado para trabalhar na delegacia de uma cidade pequena. Para voltar ao presente, Han Tae Joo tenta resolver um caso de assassinatos em série.

O drama é baseado na versão original britânica de mesmo nome que foi ao ar pela BBC entre 2006 e 2007. Não assisti essa versão, então não tenho nem como fazer comparações. Há quem diga que a versão coreana chegou a ser melhor que a versão original. Se é verdade, não sei, mas que Life On Mars da OCN é um dramão maravilhoso, ah, é sim!

Se tem uma coisa que eu adoro é drama que mexe com meu emocional. Pode ser pra me fazer chorar, rir, quebrar a cabeça com as teorias, me envolver com os personagens, ficar bugada por não entender nada mas amar mesmo assim, pode me fazer odiar certos personagens e surtar por detalhes únicos… Enfim, Life On Mars tem tudo isso.

O que me mais me prendeu nesse drama foi a complexidade da história contada de uma forma brilhante que nos mantém interessados até o final. Nos deixa cada vez mais curiosos e submergidos na trama tanto quanto o próprio protagonista. E as minhas perguntas eram as mesmas que as dele: isso é real? É um sonho? Ele está morto? Em coma? Ele viajou no tempo? Ou eu estou doida?

Eu realmente não sabia em quê ou em quem acreditar, as teorias eram tantas que às vezes eu passava o dia todo pensando no que poderia ter acontecido e como o protagonista ia sair dessa. A construção do roteiro foi excelente, porque não deixou nada óbvio ou muito previsível e as surpresas continuam aparecendo, tanto no plot principal quanto na resolução de casos paralelos e no desenvolvimento dos personagens. Além de todo suspense a trama tinha personagens muito divertidos que nos davam ótimas cenas de alívio cômico com um humor no tom certo. Sabe quando tudo é bem pensadinho que dá aquele orgulho de ter assistido a uma história tão proveitosa? Eu só conseguia pensar: Life On Mars é genial demais.

Todos os personagens são marcantes e carismáticos, o que contribui para história ficar melhor ainda. As atuações foram ótimas e o elenco todo teve uma química muito grande. Dava pra enxergá-los como pessoas reais e com isso, pudemos compreender melhor seus sentimentos e emoções. Uma das coisas mais legais é que a história aborda um pouquinho do que é o relacionamento humano e o quanto as pessoas podem mudar.

Han Tae Joo (Jung Kyung Ho) por exemplo, que é o protagonista da história, pôde desvendar seus traumas do passado e ainda aprender a se conectar com pessoas que ele jamais imaginaria ter algum tipo de afinidade. E tem uma lição que ele aprende, que pra mim, é a mais bonitinha e importante da história, só não vou citar aqui por ser spoiler. Mas imagina que louco você ser um detetive com toda a tecnologia possível em 2018 e acordar sendo um detetive nos anos 80 em uma realidade completamente diferente da sua, num mundo diferente o qual ele você só conheceu quando era criança. Agora imagina que tudo fica mais louco ainda, quando você encontra a si mesmo, só que mais jovem, nessa outra realidade. Eu pirava tanto quanto ele. O seu processo de adaptação foi um pouco longo, foi dolorido, foi confuso e muitas vezes triste, mas foi uma experiência incrível pra ele, e pra nós espectadores.

Adoro o fato do Jung Kyung Ho sempre pegar papéis em dramas interessantes, não consigo nem lembrar algum de seus personagens que foi “mais ou menos” e ele está sempre tão diferente de seus papéis anteriores, que a admiração por ele só cresce a cada dia. Um homem talentoso desses!

Em 1988, Tae Joo passa a trabalhar numa pequena delegacia de cidade do interior, onde conhece o investigador e chefe de equipe Kang Dong Cheol (Park Sung Woong). Ele é o típico detetive autoconfiante e durão com os bandidos mas um chefe dedicado e cuidadoso com sua equipe. Eu adorava o quanto Dong Cheol era hilário. Seus métodos para pegar os bandidos eram muito mais “fáceis” já que nos anos 80 não haviam muitas regras, ou pelo menos eles não respeitavam muito os direitos humanos quando se tratava de criminosos. E quem conhece o ator Park Sung Woong já sabe o quanto ele faz personagens excelentes em comédia, não aquela coisa escrachada, mas no nível certo. Adorava tudo nele, suas loucuras, seu jeitão desleixado e ao mesmo tempo um profissional apaixonado pelo seu trabalho.

E também o quanto ele se importava com as pessoas, principalmente o pessoal da sua equipe.

Agora vamos falar de uma das melhores personagens desse drama, que é Yoon Na Young (Ko Ah Sung), ou pros mais chegados: a queridíssima oficial Yoon. Uma pessoa incrível que teve um crescimento muito significativo na trama. Era a única mulher no departamento, uma das poucas em toda a delegacia e ainda nos 80, imagina os perrengues que ela passou. No começo dava até raiva porque ela era praticamente uma empregada dos outros detetives, que só sabiam dizer “oficial Yoon, vai lá fazer um café”, contudo, a maravilhosa oficial Yoon provou a todos que ela era uma policial incrível e inteligente capaz de muita coisa. Sua personagem foi tão bem escrita que deu gosto vê-la crescendo dentro do departamento, porque mesmo fofa e inocente ela ainda era um mulherão. Seu desenvolvimento foi muito eminente e eu amei cada detalhe de sua personalidade e sua história.

Ainda nessa equipe louca, temos mais dois personagens importantes que são Lee Yong Ki (Oh Dae Hwan) e Jo Nam Sik (Noh Jong Hyun). Lee Yong Ki pode ser um pouco desagradável mas vai aos poucos aprender a ser melhor. Custei um pouco pra gostar dele, mas era uma peça importante na equipe. Já Jo Nam Sik era um amorzinho de pessoa. O mais novinho que comete alguns erros, mas que é tão fofinho que dá até dó de ver ele “sofrendo” nas mãos dos detetives. Muito fofo ele.

Fui completamente cativada por essa equipe, principalmente os três primeiros citados. É tão fácil se apaixonar por eles que já eram muito amorzinhos, e depois que Han Tae Joo chega, formam então uma família. Mesmo ele demorando bastante pra se adaptar aos novos colegas de trabalho. E aiii, toda vez que lembro deles juntos fico tão feliz pelo que eles se tornaram. Lembro daquele sentimento bom como se eu estivesse ali com eles.

Kang Dong Cheol e Han Tae Joo criaram uma relação muito especial, um companheirismo que foi crescendo naturalmente e conquistando nossos corações com muito bom humor.

Assim como o romance, que eu não sei bem se posso chamar assim, afinal foram poucas cenas deles juntos, mas ele estava lá presente e como o bromance, foi chegando aos pouquinhos e quando percebemos lá estavam Han Tae Joo e Yoon Na Young compartilhando cenas docinhas e momentos importantes em suas vidas. Adorava que ela sempre estava lá por ele, quando ele mais precisava. E ele nunca a tratou mal, nunca foi aquele protagonista estúpido por mais louca que estivesse sua vida e ainda a ajudou a sobressair no departamento. Praticamente anjos um na vida do outro.

O conceito dos anos 80 é algo que sempre vou admirar em qualquer obra, mas principalmente nos doramas porque sempre que está presente eu apaixono ainda mais. Em Life On Mars, o ano é 1988 e isso trouxe ótimas recordações da minha temporada favorita de Reply: 1988. As olimpíadas que estavam acontecendo na Coreia, a moda, as músicas, os restaurantes… tudo tão gostosinho. A cinematografia deu ainda mais vida pro drama, provavelmente custou um bom investimento todos aqueles cenários e figurinos. A filmagem, os ângulos e perspectiva nos davam ainda mais sentimentos de confusão nas cenas em que Tae Joo tinhas as alucinações (alucinações? ou era real? ~hihi). Por isso que pra mim esse drama é uma obra de arte completa.

E se você está se perguntando sobre o desfecho e se é possível entender alguma coisa… Não. hahaha. O final foi emocionante e surpreendente, o drama todo foi, na verdade. E apesar de terminar tão confuso, conseguiu terminar muito bem. E é possível tirar nossas próprias conclusões, já que é um final um pouco aberto e deixa um gostinho de quero mais. Achei tão sensacional, principalmente depois que parei um pouco pra analisar toda a trajetória do drama com o final, foi tocante, inteligente e deixou uma mensagem bonita.

Eu acreditava que havia possibilidade de segunda temporada mas hoje mesmo vi uma notícia do diretor do drama falando que ele ficou satisfeito com o resultado e tudo que ele queria transmitir aos espectadores já tinha sido mostrado ao longo dos 16 episódios. Então creio que se tiver, não será tão cedo. Mas por enquanto, estou feliz assim, menos chances de estragar essa perfeição em forma de dorama.

Por fim, se você ainda não assistiu Life On Mars, o que está esperando?! Tenho certeza que não vai se arrepender de acompanhar essa família de detetives em campo e ainda mais a vida louca do Tae Joo.

E vou terminar com uma frase do drama que é simplesmente maravilhosa e só vai entender quem assistir:

“Não pense muito, a resposta é simples.
O lugar que você pode viver com um sorriso, é a sua realidade.”

Onde assistir?

Tem Life On Mars legendado no Kingdom Fansub.

 

E eu fico por aqui, volto logo!

Beijos, Mari. 🙂

5 comentários em “Life On Mars – K-Drama

  1. Mary acabei agora
    Quero segunda temporada, não dá pra terminar assim
    Sobre a sua resenha : Perfeita
    Só que não dá pra aguentar aquele final
    Me recuso a acreditar que terminou assim
    Te adoro
    Te sigo em todas as redes sociais e sempre venho aqui atrás de coisas boas
    Abraços :*

  2. Life On Mars se tornou um dos meus doramas queridinhos de 2018 e da vida. Cheia de surpresas e emoções, além daquele suspense que te faz esperar ansiosamente pelo próximo episódio. Han Tae Joo (Jung Kyung Ho) se tornou meu crush do dorama, além dos outros personagens também serem inteligentes e um amorzinho.
    Sua resenha é maravilhosa!!!! Seu blog é um dos meus favoritos!😍
    LoveCode fighting💪💪❤️

  3. Life On Mars se tornou um dos meus doramas favoritos de 2018 e da vida.
    Cheia de surpresas com aquele toque de comédia, além do suspense que me deixa ansiosa pelos próximos episódios. Han Tae Joo (Jung Kyung Ho) se tornou aquele crush da vida, e os outros personagens não ficam atrás, pois eram muito inteligentes e unidos. A trama te prende e o final é surpreendente.
    Um dos melhores do ano.
    Love Code sua resenha é maravilhosa!!!! Seu blog é um dos meus favoritos.
    Fighting!!!!💪💪💪❤️

  4. Life On Mars se tornou um dos meus doramas favoritos de 2018 e da vida.
    Cheia de surpresas com aquele toque de comédia, além do suspense que me deixa ansiosa pelos próximos episódios. Han Tae Joo (Jung Kyung Ho) se tornou aquele crush da vida, e os outros personagens não ficam atrás, pois eram muito inteligentes e unidos. A trama te prende e o final é surpreendente.
    Um dos melhores do ano.
    Love Code sua resenha é maravilhosa!!!! Seu blog é um dos meus favoritos.
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