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C-Drama, Doramas, Séries

The Princess Wei Young C-Drama

Olá dramáticos, Edna Laize ~teclando~
Desde quando a Júlia lançou o projeto de legendar este drama chinês tão bem falado no Drama Lovers (hoje Fala Unnie), me interessei e semanas depois de ter todos os episódios upados, comecei a assistir The Princess Wei Young sem maiores pretensões e, mesmo já sendo indicada da força da protagonista, viciei dentro de 04 episódios.
Frenética, estratégica, não-convencional, apaixonada, fiel ao seu propósito. EMPODERADA.
Uma obra que poderia ser uma enciclopédia de plot twists decisivos para outros dramas.

Dorama/ C-drama: The Princess Wei Young
Também chamado: Jin Xiu Wei Yang
Eps: 54 episódios
Transmisssão:  11 de Novembro à 09 de Dezembro (2016) pela Dragon Tv

The Princess Wei Young foi o dorama histórico mais longo e mais rápido que já assisti. Ponha a OST pra tocar e vem entender o porquê essa produção de dramaturgia asiática é tão especial neste post \o/

• A vingança da princesa de Liang

Xin Er era uma princesa feliz que foi criada por sua avó em razão de sua mãe ter tido complicações no parto e seu pai ter sido levado a servir o imperador de Wei quando ela havia acabado de nascer. Ao reencontra-lo, seu pai e sua avó são tomados de vez como reféns da dinastia Wei, que enxergou os Liang como seus traidores. Porém, toda essa má fama foi milimetricamente pensada por uma família nobre, mais abastada, que foi a trama inteira movida exclusivamente por suas cobiças construindo um orgulho ambicioso o qual fazia-os pensar estar acima de qualquer lei real: a família Chiyun. Em meio às circunstâncias do ataque ao seu reino, Xin Er se vê numa emboscada tamanha cuja única saída foi infiltrar-se disfarçada de Li Wei Young naquela tal família, como cidadã de Wei, tendo que engolir toda sua dor, suas perdas, sua própria identidade. Entretanto, sem jamais esquecer seu propósito: fazer o nome de Liang se tornar limpo outra vez, independente do quanto poderia sofrer caso a descobrissem.

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Do seu novo lugar de filha bastarda, Li Wei Young fez seu nome, escapando dos estratagemas mais sórdidos que se pode imaginar dentro dos recursos de uma trama histórica. Sempre entre a vida e a morte, nunca perdendo sua força. A sororidade para com as suas foi algo de se destacar. Ela nunca ouvia nada calada, nem aceitava autoritarismos de quem quer que fosse, tivesse a nobreza que possuísse. Tiffany Tang interpretou de forma majestosa essa personagem tão inquieta e ameaçada 24/7, 365 dias no ano contando apenas com suas criadas de confiança. E olhe lá.

 

• O orgulho de Wei e Chiyun

A família Chiyun sabia de seu poder. Desde sua matriarca mais velha, dona de um cajado dourado dado pelo imperador anterior em pessoa, aos transportes, cavaleiros e em especial, ao seu vasto poderio armamentista, com generais levando seu nome a frente do exército do real, eram o orgulho de Wei, os protetores, as nobres mais belas, os mais bem dotados de talento, os maiorais em tudo.

Tal empáfia começa sendo demonstrada pelo general Chiyun Nam e pela mãe Lady Chiyun Rou, a verdadeira cobra, que esteve a grande parte do tempo a frente das estratégias de tirar qualquer um do caminho dos seus filhos em se tornarem os mais poderosos perante a dinastia Wei. Seus métodos iam da espada, do arco e flecha ao envenenamento e disfarces sem deixar vestígios, inflando seu ego de esperteza. Até que chega sua maior rival e a qual eles subestimaram antes de começarem a conhecer: Wei Young. Mas como tal camponesa poderia ser tão difícil de se livrar? Por que razão ela era tão ou mais rápida que eles em conhecer de estratégias a nível de guerra de mínimas a máximas proporções? Estaria esta moça forjando sua identidade?

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A vida de Wei Young passou a ser objeto de perseguição, pois era ameaça real ao orgulho dos Chiyun. E isso movimenta a trama de personagens como Li Chang Le, a herdeira mais velha e apta a ser imperatriz caso nada a impedisse de se casar com o príncipe que ela acreditava piamente em ser o herdeiro de maior valor, Tuoba Jun. Porém nesse meio tempo Li Chang Le, junto a sua mãe Lady Rou, seu inescrupuloso irmão Li Min Feng, além de suas criadas tão cruéis quanto suas donas, terá de escolher entre o amor ao poder ou o poder do seu amor. Assim como Wei Young, ambas seriam provadas de diversas maneiras e teriam embates fortes, revelando em que força se apoiariam. Também nesta trama, Li Chang Ru, a prima de anos sendo sombra de Li Chang Le, terá suas controversas ambições postas a prova. Um ser incógnito em grande parte do tempo nos episódios, porém tornando-se bastante obsessivo ao tocar num ponto delicado de seu passado, que tem nome e sobrenome: Tuoba Yu, o tio de Tuoba Jun.

Porque todo vilão é o mais engraçado nos bastidores? xD

• O amor ao poder dos Tuoba

O clã Tuoba esteve no poder por anos, sendo os imperadores de Wei. O imperador atual sempre prezou pela justiça em seus decretos, contudo, a família Chiyun mantinha seus esquemas sórdidos seguros se valendo da confiança deste rei. Tuoba Jun era o seu neto de maior valor, pois era filho do herdeiro de fato, que infelizmente havia sido assassinado, um caso que merece atenção a quem for assistir o dorama, pois é ponto chave de muitas revelações. Tuoba Han, o filho mais velho na hierarquia, depois do pai de Tuoba Jun, torcia para ser nomeado herdeiro. No entanto, o imperador estava ainda em processo de escolha por ter o desejo de por numa balança as contribuições que cada um de seus filhos dava ao reino. Por Tuoba Han demonstrar ser uma pessoa de festas e farras, pouco inteligente diante de emergências, o seu pai não podia confiar um título tão importante a ele.

 

Neste ponto, encontramos Tuoba Yu (Príncipe Nan-An), de início apenas um braço direito de Tuoba Han, mas logo percebemos suas segundas, terceiras, trigésimas intenções em todo passo planejado. Dono de um sangue frio e uma carga de sarcasmo e orgulho ambicioso próprios, era tido como bastardo também, por ter nascido de uma concubina real. Portanto, não teria o título de herdeiro tão fácil, a menos que seus obstáculos fossem removidos. Ao longo da trama ele se move por este amor ao poder, cegando-o de tal maneira que seca seus sentimentos e o faz usar da boa fé das pessoas. Destaco a atuação de Vanness Wu, a qual conheço desde Autumn’s Concerto, meu primeiro drama legítimo chinês, e mesmo ele tendo interpretando um mocinho, eu sabia que assim quando Vanness pudesse atuar como um vilão seria perfeito. E esse foi um dos motivos para assistir o drama que vos resenho, também. Do início ao fim, embora escorregando em alguns traumas, Tuoba Yu possuía uma cobiça contagiante, envolvendo do trono a Wei Young, assim que percebeu o quanto inteligente e perspicaz ela era, despertando seu interesse.

 
Não fosse pelo amor de Tuoba Jun, creio com certeza que Wei Young poderia cair em maiores ciladas com a conversa de Tuoba Yu, insistente sobre em bater na tecla do poder como arma mais importante.

• O poder do amor de Rouran e Wei

Posto todos os pontos sobre o poder de cobiça, o quanto ele é válido diante do poder do amor? Wei Young encontrou muitas armadilhas em Wei, não podia confiar em quase ninguém, todos eram seus inimigos e ela tinha de se manter viva como promessa a seus pais. Ao longo dos episódios, porém, vemos duas linhas se desenvolverem e tomarem corpo e uma delas era o amor. Aquele que dá sem pedir, se sacrificando por quem não se conhece direito, acolhendo sem saber das intenções porque a prioridade é a confiança em se perceber que há algo de bom nas pessoas.

 

Wei Young foi enganada sim e por muitos em quem, com ressalva, depositava sua segurança. Todavia, existiram vários presentes que não a abandonaram. Suas criadas de corte, em especial a carinhosa Bai Zhi, a guerreira Jun Tao, seu braço direito fiel e dona de uma espada mais rápida que meus olhos pudessem alcançar, além de duas pessoas muito amadas por mim enquanto dorameira: Tuoba Di, a filha mais nova do imperador, graciosa e esperta sempre que precisavam, e o lindo protetor pequeno porém importantíssimo e preferido da vida, Li Min De, o ~seu priminho~ que vivia em sombras alheias na família, mas simpatizou com Wei Young assim que presenciou seu jeito valente diante das injustiças praticadas pela família Chiyun. Estes dois últimos formaram o meu OTP favorito, meu ship que superou espectativas diante dos próprios protagonistas. Um alívio enquanto havia sofrimentos a passar.

O detalhe de Rouran no título deste ponto parte da história de Min De e Tuoba Di, que convido a quem assistir tomar como ponto de atenção também, pois é lindo, desde os figurinos até o desfecho.

 

 

Tuoba Jun, interpretado pelo magnífico Luo Jin, com seu jeito atrevido e divertido, se tornou uma pessoa forte com e por Wei Young. Assumindo responsabilidades as quais ele nunca teve como meta de vida, era movido por um amor tão puro e profundo que envolveu a todos que assistiram a trama. Eu, Júlia, as moças de um vlog chamado Clube Secreto, Nath, etc. desenvolvemos sentimentos constatados por esse ator incrível. Dono das fuças que poderiam interpretar facielmente um Shang de Mulan (Júlia vive repetindo isso e eu apoio, inclusive A DISNEY NÃO PODE SER TÃO PREGUIÇOSA A PONTO DE, TENDO CASTS COMO OS DOS ÉPICOS CHINESES, FAZER DE MULAN MAIS UM LIVE ACTION DE AMERICANOS DISFARÇADOS, PRONTO FALEI), fez um par com a Tiffany Tang de se admirar e querer emoldurar. Ah, como eu vibrei ao saber que eles são um casal na realidade, pois combinam tanto que é pictórico e faz bem aos olhos vê-los juntos.

 

 

• O que fez bem aos olhos

Por falar em fazer bem à visão, posso dizer que houve um cuidado ímpar com os figurinos, cenários, detalhes desde os menores papéis de passar informações, até pombos mensageiros ao longo dos episódios, inúmeros animais, emblemas de dinastias, bandeiras, espadas, simbolismos dos pequenos aos majestosos e chegando aos arranjos de cabelo e penteados trançados ou fixos que encheu-me os olhos da primeira à última cena. Todas as cores dançavam conforme a carga dramática e mesmo os momentos de humilhação, pena ou tristeza, não eram de todo cinza apenas.

Pude lembrar-me com clareza de perceber uma história contada em estações do ano, da noite mais estrelada e iluminada ao campo mais frio coberto de neve e decisões difíceis. Me via querendo dar print em 90% das cenas, mesmo que o diálogo não fosse tão importante (no entanto quase sempre era, o que não é nada ruim também). Quem valoriza um drama épico sabe o quanto isso tem valor para transporta-nos pro lugar certo de espectador de uma obra fora do nosso tempo, então The Princess Wei Young não deixou nada a desejar em tal quesito.

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• OST

Confesso que a abertura e o fechamento de todos os benditos 54 episódios entregam muitos spoilers soltos, porém deles que vem as OSTs mais importantes do drama, sendo uma delas interpretada pelo casal real oficial amado Tiffany Tang e Luo Jin (com esse vídeo precioso deles cantando):

• Onde assistir?

O projeto do Drama Lovers, hoje Fala Unnie, foi algo organizado com muito amor e carinho pela Júlia, então recomendo baixa-lo e agradecer imensamente a ela, caso você não tenha conta num Drama Fever da vida xD

• Por fim

“Se ela está destinada a um grande sucesso, se elevará como uma fênix”
A todas as mulheres, que a força de Wei wei esteja com vocês!

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6 Comentários

  • Responder Mari July 25, 2017 at 12:25 pm

    Oi Ed! Sua resenha ficou maravilhosa e me deu muita vontade de continuar vendo o drama que não sei por que parei! Hahah A Ju sempre fala o quanto é maravilhoso, preciso tomar vergonha na cara e terminar logo! Até onde vi, estava gostando bastante. A história é muito interessante e gostei dos pontos que você citou, sinto que vou amar muito também!
    Obrigada por compartilhar os surtos e essa resenha linda! Beijos!

    • Responder Edna Laize July 25, 2017 at 2:10 pm

      Pois é Mari, você parou bem no episódio 04, justo ele que foi o ponto de partida do meu vício auehuehueh
      Posso confirmar que todo aquele surto da Júlia a ponto dela legendar o drama inteiro só pra fazê-lo mais acessível é válido demais <3 Quis destacar os pontos assim como fiz com Six Flying Dragons, para não dar muitos spoilers porém é quase impossível prever tudo pois, como eu disse, trata-se de uma enciclopédia de plot twists em meio as ameaças de Wei Young. Há quem diga que o drama se torna repetitivo por isso mas, sinceramente, eu não vi um esquema que fosse menos interessante que outro... ainda suportando aquelas voadoras do nada que os dramas históricos chineses amam, foi o mínimo diante da história *-*
      Obrigada Mari por sempre me apoiar a escrever, abraços <3

  • Responder Beu July 27, 2017 at 2:52 am

    Que resenha maravilhosa!!! Só me deu mais vontade de assistir esse drama, porque sou super fã dessas personagens corajosas, destemidas e empoderadas! Como já disse, quero maratonar esse drama, assim como fiz com Empress Ki.
    Amei essa frase: “Se ela está destinada a um grande sucesso, se elevará como uma fênix” 👏👏
    Obrigada por compartilhar conosco as suas opiniões e os seus surtos tão espontâneos no twitter (que eu particularmente adoro hahaha*-*)
    E parabéns pela linda resenha!!
    Beijos Ed!

  • Responder carol August 9, 2017 at 6:51 pm

    Eu confesso que achei bem enrrolado a historia, chegou em um ponto que não aguenta mais a frase “é tudo culpa da Li Wei Young ” nossa, não aguentava mais isso, pulei alguns episodios por causa disso kkkk.
    e tbm eu odiei o final, mas aé que o drama é bom , mas não
    chega a ser um dos melhores.

  • Responder Janie August 13, 2017 at 6:28 am

    Adorei a resenha! Queria muito assistir, mas acho que o projeto não esta mais disponível porque o link não abre 🙁 🙁

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