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Tenno No Ryoriban – J-Drama

Olá amantes dos dramas, é a Edna ^-^
Hoje venho falar de um Jdrama bem nipônico mesmo, dos quais eu me devia assistir desde quando li a resenha da Alayana no seu blog que amava acompanhar. Tenno No Ryoriban carrega uma história baseada em fatos reais do livro de mesmo nome do autor Hisahide Sugimori, onde o personagem principal teve como base a vida de Tokuzo Akiyama (1888-1974).
Tokuzo é um rapaz que mal sua família davam crédito de ter uma vida responsável de início, mas que depois de uma longa jornada se tornou o Chefe do Imperador do Japão em tempos difíceis de ocupações e guerras. Apesar de soar tenso, a atuação do Satoh Takeru e seus amigos, ou melhor, apoiadores de sonho, construiu um contexto poético e bonito de se ver. A OST e a resenha é simples, todavia esperamos que agrade com o coração sincero.

Tenno No Ryoriban (The Emperor’s Cook) |天皇の料理番

Episódios: 12 | Emissora: TBS | Trasmissão: 26/Abril/2015 – 12/Julho/2015

Infelizmente como muitos dramas japoneses, Tenno No Ryoriban passa despercebido por ser uma história de época. Apesar de tudo, ao tratar de uma figura pública, trouxe admiração e prêmios a quem fez. A dedicação do elenco era visível e todos conduziram a história do cozinheiro do imperador numa sintonia só. Por isso vou escrever sobre a partir do personagem real e central: Tokuzo Akiyama, interpretado de forma brilhante pelo Satoh Takeru, o qual cursou culinária para se preparar para esse papel um ano antes do drama.
Ao longo de sua vida Tokuzo recebeu inúmeros “apelidos” para narrar sua jornada até ser reconhecido mundialmente como profissional e pessoa.

Nokuzo

 

Tokuzo era um jovem do tipo “fogo de palha”. Se empolgava fácil com tudo o que era novo e decidia que aquilo ia ser o que faria pra sempre, mas na primeira dificuldade ou regra imposta ele corria longe, arrumava birra com todos. Vivia frustrando seus pais e preocupando seus irmãos. O primeiro basta foi o pai ter que casar o filho sem noção com alguém porque na época era a saída mais reconhecida para não deserdar o bendito. Mal sabia ele que dali mesmo estava empurrando o coitado pra montanha-russa que ia mudar a sua vida. Num belo dia, Tokuzo vai fazer entregas como fornecedor numa cozinha e se depara com um ex-ajudante que amava experimentos e a culinária francesa. Não consegue dormir depois que conversou e provou a comida diferente do modo de fazer japonês. Estava empolgado de novo, pronto.

 
Mas, dessa vez, era diferente. Aquilo lhe fazia brilhar os olhos, querer saber mais, estar disposto a mudar de vida se afinal era a única que ele tinha.
Toshiko (Kuroki Haru), uma personagem aparentemente frágil como aquela com quem ele se casou, percebe seu interesse no mesmo instante e da sua maneira ela inspira Tokuzo a seguir seu sonho.

Petit-kou

Numa noite então Tokuzo foge para Tóquio e ali já começam as dificuldades. Não consegue emprego de primeira. Fica na espreita de alguns restaurantes. Seu irmão mais velho, Shutaro (Suzuki Ryohei) também inicia como estepe principal para a carreira de Tokuzo. Único que acreditou primeiro em no potencial do irmão, e de todos quem mais o Tokuzo ouvia ao ser aconselhado. Nem mesmo o pai teve a paciência necessária como Shutaro a guiar seu irmão, fazendo-o conhecer pessoas como seu primeiro chefe Usami (Kobayashi Kaoru), a quem o aventureiro teve de aprender com a oportunidade. Foi chutado, perseguido e provocado. Teve de se perder pra se achar.

“As pessoas cuidam melhor das coisas que elas conseguem em desespero do que as entregues gentilmente.”
– Usami-san

 

 

 

 

Toku-bo

Infelizmente, a jornada de Tokuzo teve bastante momentos de frustração. A própria narração do drama conversa com você como se soubesse desses sentimentos, ao acompanhar os altos e baixos passados por Tokuzo para perseguir seu sonho o qual se tornou meta de vida. Ouvindo todos ao seu redor, apesar da impaciência, ele conseguia aplicar os conselhos no modo de fazer da receita e foi incrível de ver. No restaurante onde foi acolhido quando ainda estava na pior, pode por à prova quase todos aprendizados, embora lidar direto com público popular versus clássico ainda fosse um grande desafio.

 

No entanto, neste meio tempo o foco era fazer o pé-de-meia – nem que fosse furada – para ir estudar na sonhada Paris, berço da culinária. Já não era segredo a mais ninguém que Tokuzo fazia sucesso com o que cozinhava e como aplicava os métodos com rapidez embora sendo aprendiz. Mais uma vez, seu irmão foi uma grande apostador de sonhos, os quais os mantinham vivos em esperança. Tokuzo ia a França.

Amarelo

Sim, foi muitas vezes começando por lavar e cortar batatas que Tokuzo conquistou a confiança dos chefes. Ninguém tinha a velocidade dele, nem a precisão, e mesmo com o pavio curto, DOYAJAAA, ele passaria de um “amarelo” – dos termos mais preconceituosos dos europeus para com os asiáticos em tempos de império – para um profissional da cozinha, com pratos de sua assinatura e aprendendo com os chefes mais criativos da época a se virar com o que se tem para criar música na cozinha.

 

Pessoas como Shintaro (Kiritani Kenta) primeiro colega sincero do Japão que também tinha o sonho de ir para a França, Françoise a francesa com quem foram amigos e companheiros de estadia, conseguiram fazer Tokuzo não se desviar de seu caminho até que o Imperador o chamasse e cumprisse seu desfecho o qual leva o título de Tenno No Ryoriban, cozinheiro do imperador.

“Marriage! Quando algo na cozinha francesa combina é como um casamento.”
– Françoise

 

 

 

 

Akiyama Chef

Após assinar pratos e substituir água por vinho muitos anos na França, Tokuzo retorna ao Japão e ao invés de uma vida confortável por ser um funcionário do Império, as batalhas só tendem a continuar. Muitos reencontros, reviravoltas na história do país e abalos políticos e naturais na própria estrutura de viver japonesa não passam despercebidos nesse drama de época.

A narração para mim é um dos pontos mais fortes do drama. Ela nos insere no contexto ao longo dos acontecimentos mundiais que afetaram a vida de todos incluindo o chefe de cozinha, um trabalho ainda visto como menos valorizado. Akiyama como chefe continuou sendo testado, perseguido e provocado. Mas seu antigo pavio, ainda curto, dessa vez era controlado por forças além de sua capacidade profissional. É possível acompanhar uma jornada de crescimento pessoal de uma pessoa que realmente existiu.

A adaptação desse livro foi muito bem elogiada. Tenno no Ryoriban ganhou inúmeros prêmios da Tv Japonesa, incluindo: Hashida Awards 2016; Tokyo Drama Awards (Melhor drama, Melhor ator, Melhor atriz, Melhor ator coadjuvante). Sem dúvida foi tido como um drama complexo interpretado por Takeru, que antes era tido como bom ator somente pelos dotes visuais, mas em Tenno No Ryoriban enfrentou tranformações físicas e situações de manter nenhuma pose de modelo.

É importante destacar o espaço de todos os personagens ao longo do drama, embora minha resenha tenha sido centralizada no Tokuzo. Especialmente seu irmão Shutaro, seu primeiro colega e amigo de empreitadas Shintaro, o seu mentor mor Usami e principalmente Toshiko, enquanto mulher guerreira em todo momento os acompanharam até o fim, sendo o mais gratificante de assistir.

Enfim, esse drama – assistido graças ao fansub dedicado ao Satoh Takeru – me fez relembrar que ainda tenho muito o que aprender e para isso devo confiar tanto nos outros quanto em mim. Como uma corrente, mesmo parecendo tudo ser individualista e solitário.

“As pessoas não realizam sonhos sozinhas”

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3 Comentários

  • Responder Mari March 9, 2018 at 6:17 pm

    Ed que saudade dos seus posts! ♥ Eu comecei a ver esse drama faz tempo e parei porque tinha que arrumar umas coisas da minha vida, hahaha. Quando vi você surtando no twitter sobre ele, lembrei que precisava terminar e agora com essa resenha tô morrendo de vontade de ver. Eu lembro que parei no episódio 2 eu acho, mas já estava torcendo muito pelo sucesso do protagonista! <3 NECESSITO que ele prove pra todo mundo que ele é um baita de um homem talentoso que pode fazer tudo o que quiser sim! Obrigada pela resenha maravilhosa! Beijos! ♥

  • Responder Paty Redf March 9, 2018 at 10:02 pm

    Amei x1000!!
    Eu achei esse drama incrível quando assisti, pode parecer suspeito, já que o Takeru é meu ator japonês favorito (empatado com o Yoo Ah In que é coreano haha)
    E fiquei ainda mais feliz de ver essa resenha tão cheia de detalhes e momentos que eu sequer havia refletido a respeito. E me emocionei demais com a Parabéns estória do irmão dele. Que elenco! Que dorama! Parabéns Ed, belíssimo texto. 💖😍

  • Responder Tom April 1, 2018 at 12:28 pm

    Que resenha linda.
    Vou colocar na lista <3

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